E não se esqueça do filtro solar!

Novembro 17, 2009


O som do silêncio.

Novembro 17, 2009

Realmente não entendo esta nova leva de cantores mudos, criados pelas gravadoras e apresentados pelo Youtube e sites afins. Como bandas inteiras podem viver sem ter a chance de divulgar um novo trabalho ou mesmo de nos dar o prazer de “revisitar” aqueles mais antigos, se as gravadoras – principais interessadas neste conturbado mercado fonográfico – simplesmente ordenam que sejam retirados os sons de alguns vídeos disseminados pela Internet?

Dia desses, por exemplo, vi determinada banda, numa entrevista na TV, e fiquei curioso para conhecer um pouco mais do trabalho daqueles músicos. Para o meu espanto – e pela primeira vez –, me deparei com um vídeo dos caras tocando feito fantoches. E no meio da tela, sem meias palavras (me perdoem pelo trocadilho), a mensagem: “o áudio foi retirado por ordem da gravadora tal, que detém os direitos autorais…” A sensação imediata foi um misto de desapontamento, surpresa e ira. Ainda incrédulo, tentei ver mais alguns vídeos, falei com alguns amigos, buscando uma explicação mais racional… tudo em vão!

O fato é que nós, simples mortais, nunca vamos entender o verdadeiro motivo de tal “retaliação”. Qual seria o fundamento disso tudo? Penalizar a todos, por culpa de alguns poucos que fazem mau uso da tecnologia? Mostrar os vídeos sem áudio, não vai coibir a “pirataria”, monstro moderno e tão ameaçador. Pelo contrário. Quem realmente quer determinada música, não será parado por essa “barreira simbólica” e vai encontrar um meio de consegui-la no “mercado negro” – seja comprando dos chamados vendedores alternativos, ou baixando em sites e “mulas” da vida.

E digo mais! Tirar o som dos vídeos da Internet pode aguçar a curiosidade de quem não estava pensando em meios ilegais. Talvez o sujeito só esteja querendo ouvir – mesmo que por uma única vez – uma determinada canção ou assistir a determinado videoclipe. Porém, diante da assombrosa realidade das bandas caladas, seja obrigado a procurar outros caminhos mais “escusos”. Nem que se dê ao trabalho, para depois descobrir que não gostou do que viu e ouviu.

As gravadoras deveriam perceber que a divulgação dos serviços de seus “apadrinhados”, pela Internet, é benéfica e, consequentemente, mais lucrativa para todos os envolvidos. Está passando da hora de perceberem que a situação é de simples solução: basta facilitar o acesso de todos às obras fonográficas (objetos deste post), através de um esforço conjunto (e global) para diminuir o valor apresentado ao consumidor final. Outra sugestão, não menos importante, é que o governo reveja a carga tributária incidente sobre tais produtos.

Ah! Como se tudo isso não bastasse, eis a outra “sensação do momento”: vídeos que não podem ser incorporados no Orkut, blogs pessoais e sites assemelhados. Não podemos, sequer, dizer aos nossos amigos quais as nossas bandas favoritas. É proibido! Afinal, eles podem gostar e querer comprar os CDs e ir aos shows… Isso seria uma afronta às gravadoras, que detêm todos os direitos! E o silêncio foi instituído como palavra de ordem.


A importância das amizades…

Novembro 8, 2009

amigos (1)


Rammstein – Amerika

Outubro 17, 2009

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Piano stairs – Rolighetsteorin.se – The fun theory

Outubro 12, 2009

Acústicos e Valvulados – Remédio

Outubro 12, 2009

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Save the cheerleader, save the world!

Outubro 12, 2009

savethecheerleader

I´M AGAINST NATURAL BIRTH DELIVERY”, foi o que pude ler logo abaixo da estampa que mostrava um surfista, enfrentando uma onda gigante, em algum lugar do Hawaii. As letras brancas garrafais e impactantes e a forma como a frase estava colocada, certamente valorizavam a camiseta do sujeito que a usava. Mas, a partir daí, comecei a observar melhor as pessoas e a me perguntar o porquê de alguém, aparentemente equilibrado, sair por aí propagando que é “contra o parto normal”. O que mais me impressionou, no entanto, foi a afinidade entre a estampa e a frase. De onde tiram isso, meu Deus? Vasculhei o cérebro à procura de alguma interpretação que conseguisse me explicar aquilo, mas meus esforços foram em vão.

Mal sabia que estava prestes a levar outro susto, bem maior do que o primeiro. Parado no mesmo lugar, em menos de dez minutos, me deparei com: “DIZZY FIGHTERS FOR A BETTER URBAN SWAMP”. Como se já não bastasse o surfista a favor de cesarianas, agora temos uma mulher que se acha parente do Shrek – no momento, talvez a única comparação plausível para uma pessoa que defenda os alagadiços. “Lutadores tontos por um melhor pântano urbano”. As letras manuscritas, rebuscadas e brilhantes – acho que aquilo era glitter – e a imagem de uma águia careca, acabaram ditando a moda e disfarçando a mensagem. Mas como lutadores tontos podem defender um pântano? Ainda mais urbano. Estariam bêbados? Não. Devem ter labirintite. É isso e não se fala mais no assunto.

Diante de situações como essas, ficamos sem saber em quem colocar a culpa. Em quem faz? Em quem vende? Ou em quem compra? Tenho vontade de chegar para algum desses “elos da corrente” e perguntar o porquê disso tudo. Espantoso vai ser se conseguir uma explicação convincente.

Talvez fosse hora de criar uma lei que obrigasse a inclusão das frases traduzidas, nas etiquetas. Pelo menos o uso seria mais consciente. “I´M A GOUDA CHEESE EXPORTER!”. E daí? Todos precisam saber que exporto queijo gouda, oras! Vou levar essa.

O fato é que eu gostaria de saber como é o processo criativo destas camisetas. Será que pegam as frases aleatoriamente, só por acharem que tem uma boa sonoridade? Claro! Só pode ser assim! Uma frase sonora – em inglês (ou outra língua equivalente), uma imagem de impacto, tendências têxteis abstratas  e voilà! Benvindo ao nonsense style wear!

Aqui, aproveito para deixar uma sugestão. Não seria mais proveitoso usar o espaço para transmitir mensagens mais diretas, positivas, de incentivo ou advertência? “BEWARE! I´M AN OGER!” ou “I´M A RAINFOREST PROTECTOR”. Até receita de soro caseiro e instruções de primeiros socorros, viriam a calhar. E que estejam acompanhadas por cenas de esportes radicais. Quem se importa? O principal é dar o recado.

Aliás, vendo a situação por outro prisma, chegamos à conclusão de que mentes mais diabólicas poderiam usar destas artimanhas para disseminar mensagens subliminares. Mesmo em cirílico ou ideogramas que ninguém entende. Hieróglifos, talvez.

Mais tarde voltarei a falar nisso, pois minha coletânea de frases aumenta a cada dia. E se quiserem transformar em hobby a observação de camisetas, sintam-se à vontade para postar as frases mais interessantes aqui nos comentários.

E confesso! Acho que usaria uma camiseta com as inscrições “SAVE THE CHEERLEADER, SAVE THE WORLD”! Não tanto pelo nonsense cult, mas pela Hayden.

Em tempo: É “save the cheerleader” e não “shave the cheerleader“, como já vi por aí!


Guitarman

Setembro 22, 2009

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The Best Commercial Ever

Setembro 21, 2009

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Como assim?

Setembro 18, 2009

giz

Voltando da casa de um amigo, depois de já ter percorrido um bom pedaço do caminho – nem só de carro vive o homem – me deparei com uma cena bem inusitada. Uma tabuleta de madeira escura, apoiada junto ao portão de uma casa, anunciava em letras garrafais, escritas com giz branco: “VENDEM-SE: BICICLETA INFANTIL, ASPIRADOR DE PÓ, PANELA DE PRESSÃO, BELICHE, VESTIDO SOCIAL TAMANHO G, MÃE”. Nem preciso dizer o que me chamou a atenção.

Mesmo que certas pessoas costumem brincar com isso, não concordo e abomino a ideia de, sequer, mencionar a venda de mãe, pai, avós, primos e parentes em geral.

Tentei seguir em frente, mas a curiosidade – que matou o gato – foi mais forte. Precisava tirar aquilo a limpo. Nunca mais dormiria tranquilo sabendo que existe alguém que anuncia a própria mãe, numa espécie de venda de garagem. Que sujeito abominável! Voltei e parei em frente ao portão, imaginando qual seria o meu próximo ato. O que diria ao apertar a campainha?

“Olá, boa tarde! É aqui que estão vendendo uma mãe?” – não, definitivamenhte seria um péssimo começo de conversa. “Ah! Estou interessado neste aspirador de pó, neste beliche e nesta… deixe-me ver… mãe!” – não! Eu não consigo me imaginar perguntando isso. Estaria fazendo parte daquela história hedionda. Talvez fosse uma quadrilha especializada em tráfico de genitoras. “Quanto fica a panela de pressão, a bicicleta infantil e a mãe?” – mas mãe de quem, meu Deus?

Neste momento, uma jovem senhora abriu a porta e se deparou comigo, boquiaberto, em frente ao anúncio. Seria ela a mãe à venda? Estaria ela vendendo a mãe? Antes que eu pudesse mover algum músculo ou dizer qualquer coisa, uma garotinha de uns três anos apareceu, descalça e com um toco de giz em uma das mãos. Percebi que aquela mulher olhava a placa, emocionada e cheia de orgulho maternal, contemplando a primeira palavra que a sua filha escrevera na vida: “Mãe”.